Tecnologia usada na arqueologia

A tecnologia usada na arquitetura atual parece nada ter a ver com aquilo que seria possível construir há milénios. Porém, alguns conhecimentos de história e arqueologia são suficientes para que nos sintamos maravilhados com o que puderam fazer as civilizações antigas.

Cultura megalítica: dólmens e menires

enduring-roman-concrete-aqueductWDOs homens das culturas megalíticas talvez não tenham tido conhecimento do aforismo do grego Arquimedes, segundo o qual, com uma alavanca e um ponto de apoio, ele poderia levantar o mundo. Mas certamente terão colocado estas ideias em prática, ao erguerem dólmens e menires de uma forma que hoje nos parece impossível sem o uso de máquinas.

Egipto: as pirâmides e a areia molhada

Desde que a Europa ocidental começou a questionar-se, no século XIX, sobre a natureza das pirâmides do Antigo Egipto (o mesmo acontecendo, seguramente, com os povos locais nos séculos anteriores), que uma questão subsiste: ainda que fosse possível erguer os blocos através de sistemas de contrapesos, como seria possível transportar os blocos desde longa distância? A resposta poderá estar no uso de areia molhada, que facilita de sobremaneira a tarefa de arrastar grandes objetos ao longo de uma superfície.

Roma: cimento e betão

Os romanos foram prolíficos construtores, sendo uma das grandes características da sua civilização. O facto de um grande número de construções romanas ter subsistido até aos nossos dias é uma prova da sua genialidade. Os romanos desenvolveram as primeiras formas de cimento e também de betão; mesmo não sendo tão resistentes como as atuais, permitiam que as construções suportassem o teste do tempo. Em Portugal, o exemplo da ponte romana de Chaves (Aquae Flaviae) é sintomático: já depois do ano 2000, ainda era permitida a circulação de automóveis no tabuleiro da ponte!

Roma: ínsulas

Talvez mais impressionantes que as grandes infraestruturas “de regime” sejam as ínsulas: no apogeu do Império, a maior parte dos habitantes de Roma vivia em apartamentos, que podiam ir dos três aos nove andares. Se é certo que as derrocadas eram frequentes, não deixa de ser uma demonstração impressionante do poder da arquitetura romana.