Porque é necessário o estudo das civilizações antigas

teacher-resources-romansO estudo das civilizações antigas ajuda-nos a compreender melhor o presente. Um exemplo clássico prende-se com a influência dos romanos; a sua língua, o latim, utilizado do seu império, deu origem a línguas modernas como o português, o castelhano, o francês, o italiano e o romeno, entre muitas de menor expressão. Todavia, o estudo do passado ajuda-nos igualmente a colocar o presente e o futuro em perspectiva.

A História não é linear

O povo Nazca, que deixou as famosas linhas Nazca nos planalto andinos do Peru, terá decaído e desaparecido pela desflorestação intensiva, ao longo de séculos, do seu meio ambiente.

Na Europa dos séculos V e VI, pesa o esforço de aculturação levado a cabo pelas elites dos novos reinos germânicos, as condições de vida eram, no geral, menos sofisticadas e mais difíceis do que durante o apogeu do Império Romano. Com exceção das regiões que foram civilizadas pelos muçulmanos, na Alta Idade Média, e apesar de terem concretizado vários avanços técnicos, a situação permaneceu assim até bem próximo do Renascimento.

Os idiomas são representações culturais que podem entrar em decadência e desaparecer. Foi o que aconteceu com o antigo idioma egípcio, expresso em hieróglifos, e também com a língua lusitana, da qual só restam alguns fragmentos arqueológicos.

Em 1348, a Europa perdeu entre um terço e metade da sua população, mercê de uma doença altamente contagiosa e infeciosa: a peste bubónica, para a qual existe, atualmente, tratamento.

Todos estes factos, e muitos outros, provam que a História não é linear. Em traços gerais, a Humanidade tem obtido progressos técnicos cumulativos, graças ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia; tem conseguido melhores condições de sobrevivência e prosperidade que nos milénios anteriores. Contudo, podem dar-se recuos de várias naturezas, pelo que nada deve ser tomado como garantido. Alterações climáticas e do meio ambiente podem ser especialmente perigosas para o bem-estar das gerações futuras.