Porque é a arqueologia uma ciência essencial

German and Peruvian archeologists work at the circular 5,500-year-old sunken ceremonial plaza, built of stones and adobe, part of the Sechin Bajo archaeological complex in Casma, Andes foothills, 330 kilometers (206 miles) northwest of Lima, Feb. 2008. The archeologists say the plaza is  the oldest known monument in Peru. (AP Photo/ El Comercio)

A arqueologia é uma ciência absolutamente essencial por “alimentar” diversas outras com fontes, dados e elementos que lhes permitam, por sua vez, fazer progressos científicos. Em última análise, trata-se de uma ciência essencial para o auto-conhecimento do ser humanos, para a compreensão da influência do passado sobre o presente e dos efeitos que poderemos exercer sobre o futuro. Vejamos alguns exemplos desta função da arqueologia.

História

A ciência histórica faz-se com recurso a fontes, uma vez que não é possível viajar no tempo e constatar in loco o que aconteceu. O trabalho da arqueologia é, basicamente, procurar fontes para que o corpo de conhecimento da história se possa, progressivamente, alargar.

Antropologia

A ciência antropológica tem como objeto o estudo da Humanidade como um todo, nas suas vertentes física, biológica e cultural. O seu campo de ação, abrangendo sociedades e culturas atuais, em vias de extinção e extintas, espalha-se ao longo de dois milhões de anos. Neste sentido, a arqueologia é uma fonte essencial de dados e informação, também, para esta ciência.

Ecologia

Os problemas ecológicos não são um exclusivo das sociedades modernas. Na verdade, a Humanidade contemporânea apenas possui mais recursos técnicos; mas eles podem servir tanto para se defender na Natureza e dominá-la, como para exauri-la mais rapidamente e em grande escala. São vários os exemplos: a desflorestação que o povo Rapanui causou na sua ilha da Páscoa; o desaparecimento dos vikings da Gronelândia, em virtude do arrefecimento do clima; ou até mesmo a necessidade dos romanos de construir aquedutos e canais de fontes distantes para abastecer de água a cidade de Roma, que possuía, no auge do império, mais de um milhão de habitantes.

Biologia

No Ártico canadiano, dados arqueológicos permitiram aos biólogos tentar reconstruir o meio ambiente no qual teriam vivido os antepassados dos povos Inuit. Este é apenas um exemplo de como a arqueologia contribui igualmente para o desenvolvimento da biologia.