Oportunidades para um arqueólogo em Portugal

Os arqueólogos têm em Portugal excelentes condições para concretizar descobertas, dado o intenso nível de atividade humana desde tempos imemoriais. Contudo, ainda que seja estatisticamente provável que venham a ser feitas novas descobertas, tal não é tão fácil como possa parecer. Em cidades antigas ou zonas já descobertas, será sem dúvida mais fácil expandir as áreas já estudadas, mas a pressão urbanística das “nossas” cidades atuais dificulta a tarefa. Por outro lado, quem sabe se não será possível encontrar uma nova Conímbriga, totalmente desconhecida? Para um arqueólogo, seria como entrar no slotsonline.pt e vencer o prémio maior. Quais os principais campos de ação da arqueologia em Portugal?

Paleolítico e Neolítico

Parece difícil que venham a surgir novos indícios de menires e dólmens, depois de o território português ter sido extensamente explorado nos últimos 200 anos. Contudo, descobertas tão recentes como o Menino do Lapedo mantêm em aberto a possibilidade de continuarem a existir vestígios por descobrir.

Roma

Trevi_Fountain,_Rome,_Italy_2_-_May_2007A romanização foi um passo decisivo na história antiga de Portugal. Os romanos exerceram uma influência muito positiva sobre os povos lusitanos, que ainda viviam, segundo alguns autores, na Idade do Bronze. A descoberta de vestígios da romanização passa pelo aprofundar das descobertas de cidades já existentes, pela investigação nas “villas” – casas pertencentes às classes elevadas, ou vocacionadas para a exploração agrícola autónoma – e também pelo acompanhamento de obras de construção civil realizadas nas cidades modernas, habitadas no período romanos. Nos centros históricos de Lisboa e Coimbra, por exemplo, a probabilidade de se encontrarem vestígios romanos em qualquer obra é muito elevada.

Período Islâmico

A presença dos muçulmanos no território português prolongou-se por mais de 500 anos e foi especialmente duradoura no sul do país. As principais cidades do “Al-Garb Al-Andaluz”, como Mértola e Silves, escondem ainda muitos segredos à espera dos arqueólogos.

Idades Média, Moderna e Contemporânea

Ironicamente, quanto mais recente é o tempo histórico, mais escassos parecem ser, por vezes, os vestígios encontrados. Porém, isso explica-se porque a densidade de achados arqueológicos é diretamente proporcional ao grau de atividade humana numa determinada localização; neste sentido, os vestígios de épocas mais recentes tendem a surgir nas cidades e vilas, cuja história – na maior parte dos casos – flui continuamente desde a Idade Média. Por exemplo, em Caldas da Rainha, as obras de remodelação de uma praça no centro histórico fizeram surgir, com facilidade, ossadas e outros vestígios do período Moderno. De igual forma, qualquer obra de ampliação e restauro em igrejas paroquiais poderá fazer ossadas com poucos séculos, uma vez que só no século XIX terminaram os enterramentos em igrejas.