Göbekli_Tepe,_UrfaA história da arqueologia no mundo está intimamente associada ao desenvolvimento geral da ciência e da “curiosidade científica”, especialmente vincada na Europa Ocidental ao longo dos séculos XVII e XVIII. Anteriormente, contudo, já se falavam em “antiquários”, homens que se dedicavam a colecionar e preservar artefactos, manuscritos e à proteção de locais históricos desde o Renascimento. Data de 1748 a primeira escavação arqueológica em Pompeia (Itália), célebre cidade soterrada por uma erupção do vulcão Vesúvio no ano 79.

Durante o século XIX, um ramo da arqueologia (e da história) ganhou um especial destaque junto da opinião pública europeia: a egiptologia. Após a passagem das tropas invasoras de Napoleão e da descoberta da pedra de Roseta, a Europa ganhou um renovado interesse pela civilização que deixara as pirâmides e que antecedera às civilizações grega e romana.

Na segunda metade do século XIX, começaram a ser postos em prática os primeiros processos de escavação sistemática. Além dos famosos esforços do alemão Heinrich Schliemann para encontrar Tróia, outras iniciativas contribuíram para aumentar o conhecimento da história antiga da Grécia. Foi o caso da descoberta da civilização minóica na ilha de Creta, também antecedendo em séculos o apogeu de Esparta e Atenas.

Ao longo do século XX, a arqueologia assumiu-se plenamente como uma ciência de corpo inteiro: ocupou o seu lugar nas Universidades, tornou-se profissional, e alargou os seus campos de atividade. Surgiu a arqueologia marítima que tenta recuperar os milhares de navios naufragados ao longo de séculos por todo o mundo ou mesmo descobrir estruturas humanas hoje submersas. Nas cidades, a arqueologia urbana visa descobrir o passado que se esconde por baixo dos alicerces das áreas urbanas atuais. Por outro lado, deixou de estar confinada ao passado das civilizações europeias e do Médio Oriente e espalhou-se por todo o mundo; é o caso da China, onde em 1928 se descobriu uma antiga civilização desconhecida.