Achados arqueológicos religiosos

Os achados arqueológicos de cariz religioso dividem-se em duas grandes categorias. Os media (em particular no Ocidente e nos países de maioria religiosa cristã) destacam sempre qualquer vestígio encontrado em Israel e na Palestina, que possa confirmar ou aprofundar os relatos da Bíblia. Mas a par desses, existem imensos vestígios que comprovam simplesmente a forma como, ao longo de séculos, as pessoas viveram a sua fé religiosa.

Evangelho de Tomé

Trata-se de um manuscrito, encontrado em 1945, que atribui um conjunto de afirmações a Jesus, à semelhança dos restantes evangelhos, conhecidos; porém, não descreve acontecimentos nem se refere à vida de Jesus nem a qualquer outro tipo de enquadramento. É um dos mais conhecidos Evangelhos Gnósticos.

Relíquias cristãs

Ao longo dos séculos, tornou-se corrente a falsificação de objetos aos quais se atribuía terem pertencido a Jesus Cristo ou feito parte dos relatos do Evangelho. Alguns deles acabam por ser considerados como objetos arqueológicos por direito próprio, por terem sido “venerados” como verdadeiros durante séculos, ainda que a autenticidade não esteja, de forma alguma, provada. Em Portugal, nada menos que quatro igrejas possuem o que se supunha serem fragmentos da cruz onde Cristo foi crucificado.

Catacumbas de Roma

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Menos polémicas, as catacumbas de Roma são comprovadamente o local onde os primeiros cristãos da capital do Império se reuniam para celebrar os seus ritos, ainda em tempos de perseguição religiosa por parte das autoridades. As catacumbas falam-nos muito sobre as crenças e os rituais desses primeiros tempos.

Igreja de S. Gião, Nazaré

Muito próximo da Nazaré, e também em frente ao mar, encontra-se um dos raros exemplares de arquitetura de origem visigótica existentes em Portugal, embora alguns investigadores apontem para uma origem posterior. A invocação de S. Julião ou Gião é habitual nos povos marinhos, estando presente também na Figueira da Foz ou em Lisboa (S. Julião da Barra). A igreja poderá estar ligada a lendas antigas na região, ligadas à presença de um rei visigodo em fuga dos invasores muçulmanos.