A reação das pessoas aos achados arqueológicos

0_Colosseum_-_Rome_111001_(2)A reação das pessoas aos achados arqueológicos depende grandemente do seu grau de sensibilização para a importância e relevância do trabalho científico. Os maiores monumentos, como é o caso do Coliseu de Roma ou as ruínas de Stonehenge, podem ser facilmente integrados no quotidiano. Já outros achados como Ötzi, a múmia de 5000 anos encontrada nos Alpes em 1991, só interessa mesmo aos mais curiosos e interessados em arqueologia ou História.

Teorias da conspiração

Por todo o mundo há muitas pessoas dispostas a acreditar em teorias não comprovadas mas que, de alguma forma, lhes apresentem o mundo como um lugar mais incrível e cheio de fenómenos do que o que habitualmente se crê. O desenvolvimento da ciência ainda não conseguiu evitar que o “pensamento mágico” impele milhões a acreditar que algo existe escondido e que forças obscuras guardam grandes segredos. Para alguns especialistas em contar histórias, torna-se rentável especular sobre os grandes mistérios deixados naturalmente em aberto pela Arqueologia e pela História. Assim, é frequente atribuir-se a forças extraterrestres a construção de estruturas como as Pirâmides do Egipto ou as estátuas Moai da ilha da Páscoa. Contudo, a teoria (mais simples) de que os grandes blocos de pedra das pirâmides teriam sido simplesmente arrastados sobre areia molhada parece não colher o mesmo entusiasmo junto dos amantes das conspirações.

Obstáculo ao progresso económico

Para os promotores de empreendimentos imobiliários, encontrar vestígios arqueológicos no subsolo de uma área de construção é habitualmente um incómodo, pelas perdas económicas em que a empresa poderá incorrer devido ao atraso das obras. Foi este o dilema que se colocou em Portugal, aquando da descoberta das gravuras rupestres de Foz Coa; muitos preferiam construção da barragem hidroelétrica prevista para a mesma zona, sacrificando as gravuras.

Indiferença

Durante séculos, os agricultores cultivaram os seus campos encontrando ocasionais pedaços de telha, metal ou cerâmica. Sem estarem devidamente consciencializados para a importância histórica desses vestígios, o mais natural eram abandonarem-nos por simples indiferença.