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“O Reino”

 

 

 

Einstein sempre reiterou que a imaginação e a criatividade eram a essência do conhecimento.
Todos nós sonhamos. Até morrer.

O “reino” do Professor Renato Barros, do Rochedo da Pontinha, dispõe de imaginação, de criatividade e do direito à concretização do sonho, enquanto fazedor de realidades invisíveis na inquietante seriedade actual. Por mais desatinada que seja a intenção e o objectivo do caminho, existem coisas que jamais poderemos julgar. Uma delas é o direito à imaginação.
Conheço alguns dos meandros da rocha, sobretudo o seu interior.
Em 2005, em trabalhos arqueológicos realizados, foi possível identificar um conjunto de dados que hoje mostram a raridade e a singularidade do local, até então a única fortificação alvo de uma intervenção arqueológica cientificamente conduzida.
Nesse projecto coube, também, a experiência do decano britânico Brian Phlip, precursor da arqueologia preventiva nas ilhas de Sua Majestade.
Há pouco mais de uma semana terminámos os trabalhos de limpeza do espólio. O resultado é verdadeiramente surpreendente.

Cinco anos após as investigações é bom que assim seja. Sobretudo, para todos aqueles que viram na “casca” do forte um sinal de inexistente interesse arquitectónico ou histórico. Todos os “engraxadores-mores” acabam, mais tarde ou mais cedo, por serem conhecidos como escravos das palavras e dos pensamentos dos outros.

Élvio Duarte Martins Sousa

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