Main menu:

Did the Knigth templars leave a nail from cruxifixion in Madeira.

Reproduction “crucifixion nails”: as real as that from Madeira. Foto DR.

 

“Supposedly serious up-market newspapers are increasingly prone to printing the most ridiculous stories sent them as press releases (a practice rightly derided as ‘churnalism’). I’ve already had cause to mock The Daily Telegraph for its silly and unnecessary promotion of ‘prehistoric sat-nav’ and now, up pops another, this time claiming that “[a] nail dating from the time of Christ’s crucifixion has been found at a remote fort believed to have once been a stronghold of the Knights Templar’. Worryingly, the anonymous Telegraph article cites The Daily Mirror as a source for a quote from an archaeologist, and simply rewords a story written by Euan Stretch. This rewriting of someone else’s story is a feature of churnalism and it ought to ring alarm bells.

Firstly, the staff writer at The Telegraph should have done some checking. They could have contacted Bryn Walters, the archaeologist who provides a quote about the date and condition of the nail. He is the Director and Secretary of the Association for Roman Archaeology, a respectable organisation composed of professional and amateur archaeologists. Why simply recycle what the Daily Mirror quoted him as saying? They could also have contacted Christopher Macklin of the Knights Templar of Britannia, whose website conveniently displays a press cutting from the original Daily Mirror article. The Knights Templar of Britannia are one of many groups claiming a relationship with the original Knights Templar (more correctly, the Poor Fellow-Soldiers of Christ and of the Temple of Solomon) and, according to their website, a “Former Vatican Priest… confirmed that the Knights Templar of Britannia linked to the Original Knights Templars in England and that our Grand Master was by hereditary birthright the ancestral true Grand Master of the Knights Templars of Britannia”. But a quick glance at, say, Wikipedia, would soon confirm that the order was disbanded in 1312 and that none of the groups claiming descent from them has a legitimate claim: all are recreations of recent centurie.

Then one might have hoped that the journalist would speak to somebody who knows a little about ancient nails. Until the nineteenth century, most nails were square-sectioned, with tapering points and a large, flat, circular head. They were made by hand by blacksmiths working with red hot iron. A nail made in the first century AD looks exactly like a nail made in the eighteenth century AD because they were made in almost identical ways. There is no way – despite Bryn Walters’s certainty – of dating an iron nail except from the context in which it was found.

A little further investigation would reveal that the find-spot of the nail,  Ilhéu da Pontinha (which the newspapers uniformly misspell ‘Ilheu de Pontinha’), an atoll off the coast of Madeira, cannot have been “a former Knights Templar stronghold” as the archipelago was not discovered until 1418×20, more than a century after the order was disbanded. Now, the Portuguese Templars simply renamed themselves the Military Order of Christ (Real Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo) and their then Grand Master, Prince Henry the Navigator (Henrique o Navegador) was a prime mover in the Portuguese discovery of further islands in the Atlantic Ocean and the west coast of Africa as wall as the colonisation of Madeira. The excavation of Forte São José on Ilhéu da Pontinha (which is a self-declared sovereign principality) has been announced by the website of the fort, which took place in 2004-6. The archaeologist in charge of the excavation, Élvio Duarte Martins Sousa from the Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contmporânea (Centre for the Study of Modern and Contemporary Archaeology) in Madeira, has condemned the announcement of the nail’s discovery as “sensationalist” and “a fantasy” in an official statement. There were no skeletons, no Templar relics and no Roman artefacts. There were, however, plenty of nails resembling the one claimed to be from the Crucifixion of Jesus; they were held to be structural nails dating from seventeenth- and eighteenth-century construction works.

What appals me about this story is the sheer laziness of the reporter. Armed with nothing more than Google and an email client, it would have been possible torecognise in no more than ten minutes that this was not a story. The purported facts don’t add up and it doesn’t take an expert in archaeology or history to see why they don’t. It is all the more shocking that a so-called ‘quality’ newspaper would not even bother to do some basic checking. Suppose this were a story about something much more important that could directly affect someone’s life and happiness, such as identifying the wrong person as a convicted paedophile, say? The Daily Telegraph would never do something as awful as that through laziness and failing to check the facts. Would it?”

 Leia em Bad archeology aqui

Delírio fantasioso” foi notícia em Londres.

Foto DR.

 

A descoberta de um prego do tempo da crucificação de Cristo no Ilhéu da Pontinha (Forte de S. José), foi notícia, na semana passada, em dois conhecidos jornais britânicos, o ‘Daily Mirror’ e o ‘Daily Telegraph’. Contudo, Élvio Sousa, presidente do Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea (CEAM), entidade que efectuou escavações no local, afirma que tudo não passa de um “delírio fantasioso”.

De acordo com os dois matutinos, o prego terá sido encontrado num caixa, juntamente com três esqueletos e três espadas, uma delas com a inscrição da Cruz dos Templários.

Citado pelos Jornais, o arqueologista Bryan Walters sublinha que o ferro usado para fabricar o prego é do mesmo tipo que o que era utilizado em milhares de crucificações pelos romanos, acrescentando que ele data do primeiro ou segundo século depois de Cristo.

O ‘Daily Mirror’ cita também Christopher Macklin, dos Cavaleiros da Ordem de Cristo da Britânia, o qual refere tratar-se de uma descoberta importante. O templário salienta que o facto de o prego ter sido transportado durante um grande período de tempo revela que ele terá tido “um grande interesse para muita gente”. Considera também que os Cavaleiros originais acreditariam que este seria um artefacto genuíno da crucificação de Cristo.

As notícias do achado mereceram já a reacção do CEAM, cujos esclarecimentos deverão ser publicados nestes dias pelos jornais britânicos.

Élvio Sousa garante ser “manifestamente falsa a notícia que tenham sido encontrados quaisquer objectos” no espaço alvo de escavações.

“Desta área (cuja expressão inglesa anuncia ‘dig’) foram identificados, até ao substrato rochoso, objectos que datam, apenas e unicamente, dos séculos XVIII, XIX e XX, havendo todavia alguns vestígios que podem remontar ao século XVII.”.

Nesse sentido, o arqueólogo sublinha que a notícia dos achados de relíquias constitui “um delírio fantasioso”, que se torna ainda mais sensionalista ao se afirmar que estas foram descobertas dentro de uma caixa de madeira à beira mar, perfeitamente conservada ao longo de dois milhares de anos.

Élvio Sousa assegura que o prego encontrado, “a ser do forte, não é mais do que uma tacha usada na construção de habitações durante a Época Moderna (séculos XVII e XVIII) e existe às dezenas no recheio do espólio exumado nas escavações”. Além disso, afirma que a referência aos esqueletos constitui também “uma invenção com contornos de dar maior ênfase ao apócrifo”.

O presidente do CEAM sublinha que a opinião do Centro de Arqueologia é corroborada pelo arqueólogo e especialista da arqueologia romana Brian Philp, o qual tem acompanhado o estudo dos materiais.

Em suma, Élvio Sousa diz tratar-se de “uma pura invenção, sem rigor e seriedade científicas”.

Contactado pelo DIÁRIO, Renato Barros, proprietário do Forte de São José, ao qual se refere como principiado, sublinha o “trabalho notável” que foi realizado pelo CEAM no Ilhéu, mas acrescenta que foi ele próprio quem encontrou as peças. Segundo disse, trata-se, por isso, de “um achado e não de uma descoberta aqueológica”.

Renato Barros afirma que o forte é visitado diariamente por 200 a 300 pessoas, tendo sido numa dessas visitas que “uma pessoa do Museu Britânico” tomou conhecimento das relíquias. No seguimento dessa visita, ele próprio deslocou-se a Londres onde, segundo declarou, as peças foram autenticadas pelo museu.

Porém, não quis adiantar mais pormenores sobre o assunto, salientado que ele será divulgado na Madeira, em conjunto com os responsáveis do museu.”

Sílvia Ornelas, Diário de Notócias- Madeira, Funchal, 7 de Março de 2010

More relic fail!

Foto DR.

 

“Just last week, I discussed how archaeology and relics often don’t go together so well, with the former usually negating the validity of the latter. And so this week, when a report of the archaeological discovery of a nail like that used to crucify Christ (and even better, cherished by Knights Templar as a relic!), my archaeo-sense immediately started tingling and so did Chris’ at A Hot Cup of Joe.

Turns out my finely honed archaeo-sense didn’t lie to me. Chris Cunnyngham discusses the truly bizarre reality of the context of this find and finds it rather weak (go read the piece, you won’t believe it!), concluding that
So, boiled down, this is what we have: A man buys an old building, pronounces it a nation, secedes from his country, proclaims himself Prince, conducts archaeological digs and claims to have found three Templar skeletons and a nail that may have been a venerated relic of a crucifixion. And if it was a crucifixion nail it was one of thousands available.

Sounds a little sketchy.
To make matters worse, yesterday Portuguese archaeologist Élvio Sousa, soundly debunked the whole report via a scathing statement on the CEAM (a Portuguese archaeological institute) web site, of which I reproduce the English component.”

Julian Riel-Salvatore,Archaeologist, Denver, Colorado, United States.

The Nail from Christ’s Cross: A Fantasy.

 

Foto: DR

O comentário do Professor Doutor Claude Mariottini, Professor do Antigo Testamento, nos EUA, alinha pela mesma teoria fantasiosa:

A few days ago, I posted an article announcing that archaeologists had discovered a nail that some believed to have originated in the first century, at the time of Jesus’ crucifixion. For this reason, some people believed that the nail was similar to nails used by the Romans on Christ’s Cross.

However, Archaeologist Élvio Sousa of the Center for the Study of Modern and Contemporary Archeology (CEAM) on the Portuguese island of Madeira has denied that the nail came from the first century. In a statement released by CEAM, Souza called the alleged discovery of three Templar skeletons and a ‘crucifixion nail’ dating from the Roman era “a fantasy.” Élvio Duarte Martins Sousa is an archaeologist and researcher at the Faculty of Humanities, University of Lisbon, Portugal.”

Consulte aqui:

‘Templar crucifixion nail’ a fantasy, says Madeiran archaeologist.

 

“Archaeologist Élvio Sousa of the Center for the Study of Modern and Contemporary Archeology (CEAM) on the Portuguese island of Madeira has released a statement calling the alleged discovery there of three Templar skeletons and a ‘crucifixion nail’ dating from the Roman era “a fantasy.” CEAM conducted archaeological work on the site from 2004 to 2006.

Sousa calls the new reports “sensationalist” and speculates that the nail is a common building nail from the modern era. He concludes that the supposed discovery is “pure imagination, without accuracy and scientific credibility.”

For more on the dubious circumstances behind the find and the imaginary “country” in which it took place - actually an old fort whose owner has declared a nation - please read my article from March 3.”

Chris Cunnyngham.  Vide aqui.

 

Relíquias romanas na Madeira.Comunicado.

Comunicado: Notícia sobre as relíquias romanas (prego) encontradas na Madeira (Forte São José).

As notícias publicadas, ontem, em Inglaterra, sobre as alegadas relíquias romanas encontradas nas escavações arqueológicas levadas a cabo no Forte de São José, do século XVIII, merecem o seguinte comunicado do Conselho Científico do CEAM- Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea:

 

1. Considerando a direcção científica dos trabalhos arqueológicos a cargo do CEAM no Forte São José (2004-2006), é manifestamente falsa a notícia que tenham sido encontrados quaisquer objectos romanos, sobretudo num espaço (saliência de rocha) que, coincidiu, com a área escavada.

 

2. Desta área (cuja expressão inglesa anuncia “dig”) foram identificados, até o substrato rochoso, objectos que datam, apenas e unicamente, dos séculos XVIII, XIX e XX, havendo todavia alguns vestígios que podem remontar ao século XVII.

 

3.Desta feita, a notícia dos achados de relíquias constitui um “delírio fantasioso”, ainda mais ridículo pela sensacionalista notícia de uma caixa de madeira (leia-se, ainda, completamente preservada, à beira-mar, ao longo de dois milhares de anos), com três esqueletos e três espadas.

 

4. O prego que ilustra a notícia, a ser do forte, não é mais do que uma tacha usada na construção de habitações durante a Época Moderna (séculos XVII e XVIII) e existe às dezenas no recheio do espólio exumado nas escavações. Do mesmo modo, que as referências aos esqueletos constituem, também, uma invenção com contornos de dar maior ênfase ao apócrifo.

 

5. Esta opinião é corroborada pelo arqueólogo e especialista da arqueologia romana Brian Philp, que tem acompanhado presentemente o estudo dos materiais em articulação com os técnicos do CEAM.

 

6. O CEAM falou, ontem dia 2 de Março de 2010, com os directores dos jornais ingleses, que se comprometeram a esclarecer, ainda hoje, a opinião pública, com os dados remetidos pela instituição.

 

7. Em conclusão: trata-se de uma pura invenção, sem rigor e seriedade científicas, com o agravante dos senhores Christopher Macklin e Bryn Walters serem, até à data, pessoas estranhas e desconhecidas às relações dos arqueólogos que estudaram, na realidade e com metodologia assente em pressupostos inteligíveis, o espaço militar em causa.

 

 

Élvio Duarte Martins Sousa

 

 

 

Gaula, 3 de Março de 2010

____________________

Subject: Roman Relics (Board) found in Madeira (Forte São José).


The news published yesterday in England, on the assumed Roman relics found in archaeological excavations carried out at Fort São José, erected in the eighteenth century, at Funchal Port, Madeira, requires the following statement from the Scientific Council of CEAM:


1. Considering the scientific archaeological work done by CEAM at Fort São José (2004-2006), it is manifestly false, the news of the discovery of Roman objects, especially in an area (dig) that corresponds with the excavated area.
2. This dig identified, to the bedrock, objects dating from the eighteenth, nineteenth and twentieth centuries, although there are some traces that can date back to the seventeenth century.
3. The news of the findings of Romans relics is a “fantasy,” even more ridiculous by the sensationalist news of a wooden box (incredibly preserved, near the sea, over two thousand years), with three skeletons and three swords.
4. The nail that illustrates the news, if discovered inside the fort, is just an object used in residential constructions during the early Moderns times (seventeenth and eighteenth centuries). Many nails like this were found in the excavations (2004-2006). Equally, the references to skeletons are also a creation, to give emphasis to the mythical theory.
5. This view is supported by the British archaeologist and expert in Roman archeology Brian Philp (Kent Archaeological Rescue Unit) who has been following the present study of archaeological materials in partnership with the Scientific Council of CEAM.
6. In conclusion: this is pure imagination, without accuracy and scientific credibility. We are not familiarized with Mr Christopher Macklin and Bryn Walters and we do not recognize in them, any authority in the findings within this Military construction.


Élvio Sousa

Cada um tem o ABU SIMBEL que pode…

“Há cerca de cinquenta anos, o mundo foi atingido pela necessidade de transferir de local os monumentais templos egípcios de Abu Simbel, que, no caso contrário, iriam ficar submersos pelas águas da barragem de Assuão que nesse momento se construía, mas, apesar de uma mobilização de meios financeiros dotada de um volume sem quaisquer precedentes em matéria de defesa do património, discutiu-se o empobrecimento que iria resultar da sua desinserção na paisagem, e, por isso, foi feito um último esforço monetário de forma a que uma parte da montanha também fosse transferida.
 Abu Simbel constitui, sem qualquer dúvida e a todos os títulos, dos pontos mais altos da criação artística da História da Humanidade, mas, mesmo assim, considerou-se que essas magníficas e monumentais construções não deveriam ficar desenquadradas daquele que era o seu ambiente original.
 Vem isto a propósito de uma informação publicada no “Diário de Notícias” de 5/2/10, sobre uma denominada “recuperação da fonte de Santo António da Serra que irá passar pela sua deslocação para um nível cinco metros acima daquele que é o seu.
 Ora, a dita fonte não constitui nenhuma obra monumental, nem está dotada de esculturas de excepcional valor artístico ou qualquer coisa parecida, e, por isso, merece ser preservada enquanto tal, ou seja, como “fonte”, situada naquele preciso local e dotada daquela específica envolvência que fazem parte das suas características e traduzem a sua utilidade e importância no momento histórico em que foi construída.
 Poder-se-á dizer que a sua deslocação constitui um mal menor, mas, se continuarmos a darmo-nos por satisfeitos com réplicas e falsificações do passado, ou, na melhor das hipóteses, com simples amostras daquilo que tinha sido o testemunho que deveria ser preservado, sucederá que dentro em breve, pouco património ainda existirá e, com toda a franqueza, não se vê utilidade em “mumificar” uma fonte.
 Qualquer fragmento de Abu Simbel constitui um ponto alto da Arte, mas, mesmo assim, tentou-se aí preservar ao máximo os valores do conjunto, enquanto aqui a destruição desses valores nos é apresentada como sendo uma positiva acção em defesa do Património.
 Enfim, cada qual tem a defesa do património que pode…

Nota: Ao mesmo tempo que este texto fora escrito, foi publicado um comentário de Élvio Sousa, no jornal “Cidade” de 8/2/10, que merece total acordo.”

João Lizardo

Livro ontem lançado exalta significado do Forte de São José

Foto JOANA SOUSA/ASPRES

“Renato Barros lançou um livro sobre o Forte de S. José, com a ajuda de colaboradores 
Renato Barros contou com arquitectos e arqueólogos.

Renato Barros, proprietário do Forte de São José da Pontinha, conseguiu encher ontem o átrio do Teatro Municipal para o lançamento do livro ‘O Diamante que ilumina a pérola do Atlântico’, que publicou, com a colaboração de Vítor Bettencourt e João Paredes, na editora ‘O Liberal’. Por entre múltiplas referências elogiosas “à minha ilha’, que diz visitar duas vezes por dia, “D. Renato Barros, príncipe da Atlântida” (assim começa o prefácio assinado por Brian Philips, director do Kent Archaeological Rescue Unit, da Grã-Bretanha) contou ainda com outros elogios do britânico, que enalteceu a importância do Forte e aproveitou para aplaudir o trabalho arqueológico desempenhado por Élvio Sousa, em Machico. A recuperação arqueológica, defendeu, deve acompanhar o progresso, na Região. Assim, a pesquisa arqueológica no Forte deve continuar. Renato Barros defende que o livro “é um trabalho de cariz científico, de pesquisa histórica”.

Luís Rocha , Diário de Notícias-Madeira, Funchal, 10-02-2010  

A Fonte dos Ingleses, Santo da Serra.

Foto DN

Veio recentemente a público a notícia de que a Fonte dos Ingleses, no Santo António da Serra, ameaça ruir irremediavelmente. A situação não é nova, mas tem necessariamente uma causa-efeito.

O registo patrimonial de classificação da chamada “Fonte dos Ingleses” foi iniciado pela ARCHAIS em 2000, com a colaboração do Dr. Emanuel Gaspar e do Dr. António Loja. Deste modo, trata-se de um imóvel classificado, com um raio de protecção legalmente afecto. As obras realizadas pelo Município há relativamente pouco tempo, aceleraram negativamente o processo de degradação do monumento, juntando-se o silêncio da entidade (DRAC) que compete supervisionar, de acordo com a lei, o património histórico classificado. Os preceitos internacionais salientam que a alteração espacial de um determinado monumento deve ser um processo cuidado e apenas objecto de última hipótese. A lei fala em conflito armado, que me parece não ser o caso.

Existem soluções mais eticamente adequadas, do que a simples transposição para outro local. As obras realizadas no caminho municipal lesaram gravemente o imóvel. Por exemplo, a falta da drenagem do pavimento executado está na origem do agravamento da estrutura.

No meu ponto de vista a DRAC deveria ter intercedido com celeridade na altura em que se alertou para os danos de uma intervenção no raio de protecção do património classificado e no caso flagrante do desrespeito da Lei de Bases do Património (Lei 107/2001). As competências daquela direcção regional não se resumem à sua “lei orgânica”. Resta questionar porque não agiu, não abriu inquérito aos responsáveis e não fez cumprir a lei, independente desse património estar na esfera municipal.

Élvio Duarte Martins Sousa

Arqueólogo Élvio Sousa ‘vê’ trabalho reconhecido.

Élvio Sousa e Brian Philp durante a cerimónia.

“Madeirense recebe Prémio de uma instituição em Bromley, na Inglaterra

O trabalho de cooperação do arqueólogo madeirense Élvio Sousa com o Council For Kentish Archaeology, foi destacado por Brian Philp, presidente dessa credenciado instituição, ontem na entrega do prémio Europeu de Cooperação e Investigação Arqueológica -2009′, que decorreu no Hotel Porto Santa Maria.

Élvio Sousa ao agradecer a distinção de que foi alvo disse: “Brian Philp é o pioneiro pela arqueologia de risco. E fui apanhado de surpresa quando me informou em Setembro de 2009 que eu tinha sido distinguido com este prémio que dedico à Cultura da Madeira.”.

Élvio Sousa começou a dedicar-se à Arquelogia em 1998 e participou em escavações nos Açores, Almada e Madeira. “Há ainda muito a fazer para se saber mais sobre o passado histórico da Madeira”, disse.

Actualmente é o presidente do Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea (CEAM).”

José Salvador, Diário de Notícias - Madeira, 6 de Fevereiro de 2010

Veja aqui o vídeo: Investigador do CEAM recebe prémio Europeu 2009